Os bairros que a Augusto Montenegro tem (parte 1)

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A Status inicia nova série de matérias, contando para você as principais curiosidades sobre os bairros cortados pela avenida Augusto Montenegro. O primeiro da saga é o bairro da Marambaia, a grande alternativa de expansão para Belém nos anos 50.

Um dos bairros mais populosos de Belém, a Marambaia vive em franca ascensão desde sua criação. Hoje, a região – que toca o início da avenida Augusto Montenegro, na fronteira com o bairro Castanheira – é valorizada pelo mercado imobiliário e pelo surgimento de uma gama de serviços e empreendimentos comerciais – mas nem sempre foi assim. Você conhece a história desse célebre lugar? A Status preparou uma nova série, na qual conta a história dos bairros que são cortados por essa avenida cheia de vida. A gente começa pela Marambaia, e traz fatos e curiosidades para o leitor desvendar esse cantinho da capital. Confira:

O surgimento da Marambaia data de meados dos anos 50. Belém vinha crescendo como podia, e já tinha ocupado todos espaços não alagados do que se conhece como a 1ª Légua Patrimonial da cidade – uma parte considerável dos bairros do Marco e Souza. Os terrenos não alagados foram virando lugar de diversos conjuntos e assentamentos residenciais, sobretudo nas proximidades das principais rodovias. Foi quando a prefeitura da época decidiu que era hora de iniciar uma expansão para as regiões periféricas.

O então prefeito era Waldir Bouhid, que tomou a decisão política de abrir vias a partir da Estrada de Ferro, que passava na antiga Avenida Tito Franco. Assim começou a Marambaia Velha, com a Rua da Mata – o principal caminho em uma área considerada interiorana, rural: ruelas de chão batido, estábulos, vacarias e igarapés davam o tom da região, onde antes se chegava apenas de trem. As terras do que virou o bairro da Marambaia pertenciam ao Sr. João Baltazar, que aforou suas posses aos novos moradores.

O nome “Marambaia”, aliás, remete ao outrora bucólico território: com origem no tupi-guarani “Mbara-mbai”, o termo significa cerco ou caminho do mar. Curiosamente, em outros pontos do país o verbete é um jargão utilizado para designar marinheiros que possuem mais apego à terra que ao mar.

A partir dos anos 60, o bairro aumentou desordenadamente, com a erupção de vários núcleos residenciais de gente que optou por sair do centro. Essas evasões foram dando lugar a conjuntos mais amplos e estruturados, o que foi favorecido pela estruturação do caminho para o distrito de Icoaraci e pela criação da Região Metropolitana de Belém, na década seguinte. O bairro nunca parou de crescer – tanto em população quanto em estrutura. Hoje, a Marambaia é um lugar cheio de opções de lazer e serviços, além de receber grande atenção do setor imobiliário.

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