Você sabe quem foi Augusto Montenegro?

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Somos tão acostumados com os nomes de nossas ruas que por vezes não nos damos conta que são homenagens a ilustres figuras da história. É o caso da Augusto Montenegro, uma rodovia que tem ganhado cada vez mais importância para a economia e distribuição urbana de Belém nos últimos 10 anos. A região cortada pela via já recebeu até o nome de “Nova Belém”. Afinal, um importante polo comercial, residencial e de negócios já se instalou no lugar, reforçado pelas obras de infraestrutura e pela conclusão do Parque Office.

Antes de tudo é interessante entender um pouco a história da rodovia que, na verdade, começou como uma ferrovia.

No final do século 19, ainda no período imperial, deu-se início à obra que faria a ligação da cidade de Belém com a região Bragantina. Era a Estrada de Ferro de Bragança, que começou a ser construída em 1883. A estrada, além de seu tronco principal, era provida de ramais. Os principais eram Ramal de Pinheiro, Ramal de Benfica e Ramal de Prata (atual Santa Maria do Pará). O Ramal de Pinheiro ia até Icoaraci, correspondendo ao que hoje é o caminho traçado pela Augusto Montenegro. O Percurso tinha 4 paradas: Tapanã, Sumauma, Tenoné e Pinheiro.

Em 1885, depois de chegar até Castanhal, as obras da Estrada de Bragança foram paralisadas. Apenas em 1901, já no período republicano, foram retomadas pelo então governador: Augusto Montenegro, que a concluiu em 1908.

Em 1957, a ferrovia foi desativada. O Ramal de Pinheiro deu lugar a Rodovia Augusto Montenegro, batizada assim, portanto, em homenagem ao governador que concluiu a Estrada de Ferro de Bragança, uma das obras mais importantes de mobilidade e escoamento de produção do Estado na primeira metade do século 20.

Governador Augusto Montenegro

Governador Augusto Montenegro

Augusto Montenegro também ficou conhecido por regularizar as finanças, melhorar o serviço de águas e resolver a secular pendência das terras do Amapá com os franceses. Foi ele quem encomendou em 1903 ao engenheiro italiano Filinto Santoro a construção do Palacete Augusto Montenegro, onde viveu. Hoje abriga o Museu da UFPA, primeiro museu federal voltado para a preservação e difusão das artes visuais da Amazônia.

A Augusto Montenegro hoje faz jus ao nome de seu homenageado, que teve papel importante para a mobilidade e para a economia da cidade e do Estado no começo do século 20. Afinal, hoje o entorno da rodovia é considerado o novo polo econômico de Belém. Além disso, abriga a maior obra de mobilidade urbana da atualidade, o BRT, e onde a Status tem empreendido com o Chácaras Montenegro, o Parque Shopping, o Parque Office e lança agora o Bougainville Belém.

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